A história deste reduto do Punk inicia-se em dezembro de 1973, no bairro de Manhattan em Nova Iorque. CBGB & OMFUG (Country Bluegrass Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers) não era uma casa de shows de Punk Rock, nem mesmo o seu público era formado por jovens Punks. A princípio, a CBGB (ou somente CB para os mais íntimos) era um clube musical onde o country e o blues eram os estilos que predominavam, assim como o seu público. Tempos após a inauguração, o proprietário Hilly Kristal abriu as portas para o Punk Rock, e bandas americanas como Television, Richard Hell, Johnny Thunders & The Heartbrakes, Ramones, Blondie, Talking Heads, Elvis Costello, Dead Boys e Misfits passaram a se apresentar juntamente com bandas britâncias como Sex Pistols e The Clash, e até mesmo os brasileiros do Ratos de Porão. Em 2006, a casa não conseguiu um acordo com os proprietários do imóvel (com quem brigava há mais de um ano), o dono, Hilly Kristal, optou por fechar as portas após mais de 30 anos de existência. Kristal afirma que não estava dando conta de pagar o aluguel de US$65.000 (sessenta e cinco mil doletas) mensais que o senhorio exigia. "Eles me querem fora e de qualquer forma não posso pagar." Para dar adeus à casa, foi realizado um show com a musa do Punk (hoje com 62 anos) Patti Smith. Com a balada Elegie, sucesso dos anos 60, a roqueira encerrou a madrugada do domingo e deixou a platéia aos prantos. Durante a apresentação, Smith mudou a letra da canção "Horses" em homenagem ao clube. A música é da mesma época em que Patti Smith e a CBGB tornaram-se conhecidos. Ela trocou o refrão "Jesus died for somebody's sins but not mine" por "Jesus died for somebody's sins but not for CBGB´s" ("Jesus morreu pelo pecado de alguém, mas não o meu"/ "Jesus morreu pelo pecado de alguém, mas não pela CBGB"). Recentemente, a CBGB reabriu como a nova butique do estilista John Varvatos. A loja mantem as paredes pintadas de preto, forradas de cartazes, flyers e grafites que se acumularam com o passar da existência da casa. Além das peças assinadas por Varvatos, são vendidos LPs de vinil e toca-discos antigos. O fundador do clube disse em 2006, que há uma possibilidade de reabrir a casa em Las Vegas. Mas os fãs protestam contra essa possibilidade. Para eles, o oeste não comporta o underground.
O Suicidal Tendencies nasceu em meio há muita polêmica. Envolto ao crescente estado do hardcore americano, a banda diversificou estilos e fundamentou um novo: o Crossover thrash, que seria o nome dado à mistura do hardcore com o heavy metal. Juntamente com outras bandas como Anthrax, Nuclear Assault e D.R.I, até hoje eles são considerados os pais dessa nova vertente.
Nascida em 1982, em Venice, Califórnia, a banda tem como único membro constante Mike Muir. Além de passear pelo hardcore, o grupo se diverge entre skate punk, thrash metal, funk e até o hip hop. E as polêmicas não param por aí, no início da década de 80 o grupo com fortes influências latinas e negras, começou a ganhar publico entre skatistas e punks, o que puxou a polícia para a cola deles, devido ao crescente número de brigas nos shows.
O primeiro disco, com o mesmo nome da banda, foi lançado em 1983 e trouxe consigo uma série de frustrações. Em alguns shows, o grupo teve que tocar de graça devido à falta de grana e PMRC (Parental Music Resource), espécie de censura americana às canções, iniciou sua perseguição contra eles. A insistência foi tamanha, que a banda acabou sendo proibida de fazer shows por dois anos.
Na sua volta aos palcos, o Suicidal lançou o Join The Army, álbum clássico que transformou a canção Possessed to Skate em um hit. Juntamente com o sucesso, mais uma vez a banda sofreu um baque, dessa vez foi saída de três integrantes. Mas Mike não deixou a peteca cair e encontrou outros novos integrantes. O terceiro disco, “How I Will Laugh Tomorrow”, saiu e, logo em seguida, uma compilação: “Controlled by Hatred/Feel like Shit...Deja Vu”.
Mais uma vez o PMRC reaparece no pé do grupo e após muita pressão lançou o seu álbum menos polêmico, o “Lights, Camera, Revolution”, bastante criticado pelos fãs. Em 1992 saí o “The Art of Rebellion”, também criticado. O grupo se vê afetado e a maioria dos integrantes começa a se dedicar a projetos paralelos. Logo em seguida mais uma tentativa frustrada com “Suicidal for Life”, antes do recesso da banda, em 1994.
Três anos depois e lá estava Muir novamente para lançar a coletânea “Prime Cuts”. Com outros integrantes, dois anos após ainda saiu “Freedumb” e, no ano seguinte, “Free Your Soul and Save My Mind”, antes de outro recesso, é claro. Em 2003, o grupo voltou à ativa com uma turnê que logo acabou devido ao agravamento de uma lesão na coluna que Mike havia sofrido no primeiro show.
E pra quem nunca teve a oportunidade ver a banda de perto, o Maquinário Rock Fest, que será promovido em Maio, em São Paulo, trará o Suicidal Tendencies para um show único. Além deles, estão confirmadas a presença de Misfits, Biohazard, Sepultura, entre outros.
O Bad Brains nasceu em 1977, em Washington D.C, é até hoje uma das bandas mais respeitadas no Hardcore mundial. Consideradas por muitos como os pioneiros do estilo, a banda possui uma história inusitada que percorreu os mais diferentes estilos e vertentes. Originalmente formada com influências de jazz, a banda desenvolveu um punk rock muito mais rápido, intenso e musicalmente mais complexo que os seus contemporâneos. A banda foi formada com o nome de Mind Power, que possuía um som misto entre o funk e o Jazz fusion até que o vocalista Sid McCray, que ouvia muito Black Sabbath, apresentou o punk rock pros seus companheiros. A banda fica obcecada pelo estilo e muda o seu nome para Bad Brains, nome de uma música do Ramones. Antes da gravação, o vocalista leva um pé na bunda e acaba sendo substituído por H.R, irmão do baterista, iniciando a formação clássica. O grupo também se converte ao Rastafari, apesar do envolvimento com o punk rock a banda tinha uma forte ligação com o reggae. A partir daí o Bad Brains deslancha. Suas performances na época eram lendárias e suas gravações já eram difícil de achar. O primeiro single 'Pay To Cum', foi prensado em poucas cópias e em 1982 o album debut foi lançado apenas em formato de fita cassete, intitulada 'ROIR'. Em seguida ao lançamento da fita, o grupo lançou outros EP's até chegar em 1982, ano que são contratados pela gravadora PVC, lançando logo em seguida o clássico álbum 'Rock For Light'. O reconhecimento como a “Lendária Banda do Hardcore Americano” se deve ao fato da fraca distribuição de álbuns e a ausência de shows, pois poucos fãs podiam realmente escutar a banda. O disco posterior Quickness só foi sair três anos depois e trazia um som com fortes influências de heavy metal, o que não agradou muito. Os integrantes acabaram se dividindo entre o rock pesado e reggae, H.R e Hudson se ausentaram para fazer álbuns de reggae e o grupo seguiu com outra formação, mas os dois voltaram à banda a tempo de regravar os vocais do disco. Com a explosão do rock alternativo nos ides de 90, o Bad Brains assinou com uma grande gravadora, mas acaba por fracassar nas vendas com seu álbum Rise e eles são expulsos da mesma. Assina com outra gravadora e o fracasso se repete, a banda perde o direito a usar seu nome original, H.R e Hudson saem da banda novamente e o disco God Of Love não vende. Em 1998, a banda voltou a tocar só que com o nome Soul Brains. No fim de 2006, voltou com a formação original para os últimos shows na casa CBGB. Com o sucesso da apresentação, o grupo voltou de vez e lançou o álbum de inéditas, Build A Nation, produzido por Adam Yauch, integrante do Beastie Boys. A banda agora é contratada da gravadora Megaforce Records, famosa por suas bandas de metalcore.
Camisa de Vênus é uma das bandas pioneiras do Punk Rock no Brasil. O grupo surgiu em 1982, na capital baiana e se apresentou algumas vezes antes de gravar “Controle Total”, o primeiro compacto que continha duas faixas: “Controle Total” e “Meu Primo Zé”. Logo após, no ano de 1983, a banda foi para o Rio de Janeiro gravar o LP de estréia, intitulado “Camisa de Vênus”, que consagrou o grupo com as faixas “Bete Morreu”, “Eu Não Matei Joana D'arc” e “Simca Chambord”. Em 1987, Camisa gravou “Duplo Sentido”, antes de Marcelo Nova deixar a banda para gravar um disco com Raul Seixas. Em 1994, os baianos se reuniram novamente com uma nova formação e gravaram “Plugado (ao vivo)” no ano de 1995 e “Quem é você” no ano de 1996. Em 1998 a banda se despediu novamente de Marcelo Nova que voltou à carreira solo, e apenas em 2007, a banda voltou efetivamente e com três guitarristas: Luiz Carlini, que já fez parte do Camisa de Vênus entre 1995 e 1997, além de Karl Hummel e Gustavo Mullem, os membros originais.
Em 2004, Camisa de Vênus tocou no Festival de Verão de Salvador (evento que acontece quase todo ano e apresenta artistas de axé), onde gravou um DVD ao vivo com os clássicos Hoje, Simca Chambord, Deus Me Dê Grana, Gotham, A Ferro e Fogo, Bete Morreu, Passatempo, Só o Fim, Muita Estrela, Pouca Constelação, Noite e Dia, O Ponteiro Tá Subindo, O Adventista, My Way, Silvia e Eu Não Matei Joana D’arc. Marcelo Nova é uma das figuras mais fiéis ao Rock brasileiro e está na estrada há mais de 20 anos. Além dos discos gravados com o Camisa de Vênus, Marcelo também se destacou na carreira solo com nove álbuns. O visceral “Galope do Tempo” foi seu último trabalho solo. "Esse é um disco que diz respeito ao tempo e a minha passagem através dele. Custou-me 13 anos desse tempo precioso para concluí-lo em meio a essa jornada mortal do útero ao caixão."
Discografia (Camisa de Vênus): Controle Total Camisa de Vênus Batalhões de estranhos Viva (ao vivo) Correndo o Risco Duplo Sentido Liberou Geral Bota pra Fudê Plugado (ao vivo) Quem é você
Discografia (Marcelo Nova): Marcelo Nova e Envergadura Moral A Panela do Diabo Blackout A Sessão Sem Fim Eu Vi o Futuro, Baby. Ele é passado Grampeado em Público Tijolo na Vidraça Em Ponto de Bala O Galope do Tempo
O que é o Thrashcore Fast? O Thrashcore Fast é um evento realizado sob os moldes do Faça-Você-Mesmo, e que visa a união entre as cenas Hardcore e Metal como tipicamente se via na saudosa década de 80. Presamos pela diversão e insanidade nos shows, mas sem desviar o foco político da coisa. Nada de cara de mal e braço cruzado pra pagar de malzão, ou melhor, que alguém. Todo mundo é igual nessa merda, queira você ou não. Portanto, derrube os muros do seu preconceito e junte-se a nós!
Sobre o local e preço: Para a felicidade de muitos e tristeza de outros, o local definido para a terceira edição do Thrashcore Fast foi o Capim Pub, na cidade de Goiânia, Centro-Oeste. Como se sabe, é um local pequeno, sem tamanha distinção entre público e banda e com capacidade ideal para realizarmos as pretensões que almejamos com o evento: shows insanos, divertidos e marcantes tanto para público quanto para banda. A possibilidade de termos a presença de figuras célebres como Gustavo, Sr. Francisco e a inesquecível Marinara também foram decisivas para a escolha, e como o publico alvo do festival são pessoas bonitas, finas, educadas e cultas, nada melhor que o Pub mais agradável de Goiânia. Sobre o preço, sabemos que 10 reais é uma quantia alta, mas é a única forma de arcarmos com os custos sem tomar um prejuízo razoavelmente alto.
Sobre as bandas: cinco bandas, dessa vez. A nosso ver, uma quantidade excedente á seis é prejudicial pra todo mundo. Realmente, estamos dispostos a apagar esse costume de público cansado pela quantidade abusiva de bandas numa noite, algo bem típico no ‘rock’ goiano. Sobre a escolha, procuramos dar uma variada bacana em alguns subgêneros do underground, sem fugir à velha temática de união. Sem barreiras entre metal e punk!
D.F.C. (DF): Aquela velha batida a lá DRI, a precisão nos riffs satânicos criados por quem ouviu muito Slayer na vida e os urros sarcásticos e corrosivos de Túlio Swanker voltam a Goiânia após a recém passagem pela Europa. As típicas blasfêmias atiradas sob o nazareno serão agora despejadas aos presentes num inferno chamado Capim Pub! www.myspace.com/dfc
D.E.R (SP) :Sob o comando da máquina de blast beats Barata, e os urros raivosos de Thiagõn, o DER destila toda a antipatia, sujeira e velocidade do grindcore! Com certeza, muita gente vai sair surpreso e encantado com a rapidez desses paulistas. www.myspace.com/derpunk
SCUMBAG (DF): São três Violator mais um Possuído aliados ao grindeiro mais conhecido do DF, Felipe CDC, tentando soar como Terrorizer, Napalm Death e Brutal Truth. Preparem os tímpanos pra mais meia hora de desgraceira!
No final dos anos 70 e início dos 80, (pode-se usar 1978 como ano-zero), uma série de bandas, em particular nas cidades costeiras do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, em geral adolescentes suburbanos, formaram uma cena punk mais extrema (tanto no aspecto musical como comportamental) comparada às variações de sucesso de outras regiões do país e do resto do mundo. Esse era o surgimento do hardcore, é justamente isso que você vai encontrar por aqui.